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Caso 1. Consulta com cardiologista, R$ 800 pagos no cartão, contrato com fator 2 e valor base de R$ 107 para consulta eletiva. Reembolso creditado de R$ 214, despesa real de R$ 586, nenhuma prévia pedida antes do atendimento.
Caso 2. Mesma consulta, mesmo contrato, prévia pedida três dias antes com protocolo anotado. O paciente levou o número ao consultório, combinou R$ 450 pela consulta e recebeu os mesmos R$ 214. Despesa real de R$ 236, com a diferença saindo de uma conversa de dois minutos.
Caso 3. Pacote de vinte sessões de fisioterapia a R$ 150 a sessão, contrato com fator 4, valor base de R$ 42 por sessão e limite anual de quarenta sessões. Reembolso de R$ 168 por sessão nas primeiras, e crédito limitado a R$ 150 em cada uma, porque o valor pago é o teto. Sobra zero de despesa nesse trecho, e glosa integral nas sessões que passaram do limite anual.
Os três casos vieram do mesmo tipo de contrato, com fatores diferentes. O que mudou o desfecho do segundo foi uma consulta gratuita feita antes de marcar.
Existe um quarto cenário que aparece muito em rede fechada: o beneficiário procura atendimento particular por conta própria num plano sem cobertura de livre escolha. Nesse caso o reembolso simplesmente não existe fora da urgência e da emergência comprovadas, e o recibo vira despesa integral do bolso.
Quem tem rede referenciada sem cláusula de reembolso opcional precisa saber o nome do produto antes de agendar particular. A informação aparece no cartão e no contrato, com a expressão "livre escolha" na descrição do plano.
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"A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentam."
Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, artigo 6, inciso 3.
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O inciso sustenta um pedido raro na contratação: peça por escrito o valor base de consulta e de sessão do produto que você está comprando, com o fator aplicado. O número muda a comparação entre duas propostas de mensalidade parecida.
O que fazer com a apólice ainda esta semana
1. Hoje: abra o contrato ou o aditivo do plano e procure o anexo de reembolso, onde o fator de multiplicação aparece escrito.
2. Hoje: anote o fator do seu contrato e o limite anual de sessões, se houver, na mesma folha onde você guarda o número da carteirinha.
3. Amanhã: faça uma prévia de teste no aplicativo com o código de uma consulta eletiva, só para ver quanto o seu plano devolve por consulta.
4. Esta semana: confira nos últimos três reembolsos recebidos se o crédito bateu com a conta de tabela vezes fator, e peça o demonstrativo de cálculo do que não bateu.
5. Antes do próximo agendamento particular: peça a prévia com protocolo e informe o valor ao consultório antes de marcar a data.
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Reembolso baixo raramente é erro de sistema. É o valor de tabela do produto multiplicado pelo fator que você contratou, funcionando como está escrito no anexo que ninguém leu.
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"Se você marcasse hoje uma consulta particular de R$ 900, saberia dizer de cabeça quanto o seu plano devolveria e quanto sairia do seu bolso?"
Confira antes do próximo agendamento: qual o fator de multiplicação escrito no seu contrato, qual o valor base de consulta do seu produto, e se existe limite anual de sessões para fisioterapia e psicoterapia.
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