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Quem está indicado na apólice cobra o capital direto da seguradora, com a certidão de óbito e os documentos pessoais, sem abrir inventário e sem esperar juiz.
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O caminho é curto. O beneficiário liga para a central da seguradora, para o corretor ou para o banco que vendeu a apólice e abre o aviso de sinistro (a comunicação formal do falecimento à seguradora).
Inventário e seguro andam em trilhos separados. A família pode abrir o inventário no mesmo mês, um ano depois ou nunca, e a análise da seguradora segue sem olhar para o processo.
O prazo que corre contra a seguradora
A Superintendência de Seguros Privados (Susep, o órgão federal que fiscaliza as seguradoras) fixa em 30 dias o prazo para pagar o sinistro, contado da entrega completa dos documentos. Se a seguradora pedir papel novo, a contagem para e volta a correr na entrega.
O inventário tem outro relógio. O Código de Processo Civil, a Lei 13.105, de 2015, dá dois meses para abrir o processo e doze para encerrar, prazo que o juiz pode estender e que muita família estoura.
O prazo que corre contra o beneficiário
A cobrança também tem limite. O artigo 206 do Código Civil dá ao beneficiário três anos para levar a seguradora à Justiça, contados da negativa ou da demora no pagamento.
O imposto também fica de fora. Como o capital não é herança, ele não entra na conta do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, o imposto estadual cobrado sobre a herança), que incide sobre os bens do inventário.
Abra o sinistro em 4 passos
1. Ligue para a seguradora ou o corretor e anote o número de protocolo do aviso de sinistro.
2. Junte certidão de óbito, documento com foto, CPF e comprovante de endereço do beneficiário.
3. Peça por escrito a lista completa de documentos, para o prazo de 30 dias começar a correr.
4. Informe uma conta bancária no seu nome, separada de qualquer conta do falecido.
Conta separada importa. Dinheiro do seguro depositado em conta conjunta com o falecido se mistura ao saldo que entra no inventário, e a família depois precisa provar a origem de cada real.
Cláudia seguiu os quatro passos sem saber que eram passos. Entregou os papéis numa sexta-feira, recebeu o protocolo por email e viu os R$ 300.000 entrarem na conta dela 22 dias depois.
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