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Saída 1. Analista de 38 anos, capital de morte de R$ 300.000 na apólice coletiva, pedido de continuidade enviado com protocolo dentro do prazo. Prêmio individual de R$ 145 por mês, sem declaração de saúde, sem carência nova e sem exame.
Saída 2. Mesma pessoa, mesma idade, prazo perdido em quinze dias. Proposta nova em outra seguradora, declaração de saúde apontando hipertensão em tratamento, prêmio aprovado com agravo e carência de dois anos para morte natural recontada do zero.
Saída 3. Mesma pessoa, orçamento apertado no mês seguinte à saída. Continuidade pedida com capital reduzido para R$ 120.000, prêmio de R$ 62 por mês, contrato vivo e histórico preservado para elevar o capital quando a renda voltar.
As três saídas partem do mesmo funcionário e da mesma apólice. O que separa uma da outra é uma data anotada na semana do desligamento e um pedido enviado antes dela.
A comparação fica mais clara com os números lado a lado:
• Continuidade no prazo: R$ 145 por mês, R$ 300.000 de capital
• Proposta nova fora do prazo: prêmio com agravo, carência de dois anos
• Continuidade com capital reduzido: R$ 62 por mês, R$ 120.000 de capital
Quem tem cônjuge e filhos na mesma apólice enfrenta um segundo detalhe. A cobertura de dependentes costuma cessar na mesma data, e o pedido de continuidade precisa dizer explicitamente quem entra no plano individual.
Há também o caso da demissão que vem junto com um diagnóstico. Se a doença apareceu enquanto o vínculo existia, ela já estava dentro do risco aceito pela seguradora, e a continuidade preserva essa aceitação. A proposta nova, não.
O que fazer nos primeiros quinze dias
1. No dia do desligamento: peça o certificado e as condições gerais ao RH, por email, para ter registro da solicitação.
2. Na primeira semana: localize a cláusula de continuidade, anote o prazo e ligue para a seguradora com o número do certificado.
3. Até o décimo dia: receba a proposta individual por escrito, com prêmio, capital e coberturas discriminados.
4. Antes do prazo: envie o pedido formal por canal com protocolo, mesmo que ainda esteja decidindo o capital.
5. Depois da emissão: confira na nova apólice se a data de início encosta na data de cessação da coletiva, sem intervalo descoberto.
O intervalo descoberto é a falha mais silenciosa dessa migração. Entre a cessação da coletiva e a emissão da individual pode existir uma janela de dias em que nenhuma das duas responde por um sinistro.
Ler a cláusula de continuidade leva dez minutos e cabe na mesma tarde em que o crachá é devolvido, e é o que separa manter um seguro aceito de recomeçar do zero na idade que você tem agora.
"Se o seu vínculo acabasse na sexta, você saberia dizer até quando pode pedir a continuidade da apólice?"
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